quinta-feira, 31 de março de 2022

As Plantas medicinais e o saber valioso da Comunidade Quilombola da Lagoa Grande

Compartilhamos no link abaixo a cartilha "As principais plantas medicinais da Lagoa Grande, do quilombo para o mundo"

D. Silveria, ao centro, servindo os seus deliciosos chás
(Novembro Negro de 2019, Lagoa Grande)
Fonte: acervo da IEPS-UEFS

Ela foi produzida a partir do do plano de trabalho de Iniciação Científica “Fortalecimento do conhecimento tradicional de plantas medicinais, através da implantação de Farmácia Viva e realização de feiras na comunidade Lagoa Grande, atendida IEPS/ UEFS”, desenvolvido pela estudante de Economia da UEFS Camila Menezes Souza. O plano de trabalho também teve a participação, em sua fase inicial, da estudante de Agronomia Beatriz dos Santos Soares.

Os saberes reunidos na cartilha foram colhidos, em especial, dos relatos da Sra. Silveria Almeida Santos, importante liderança da Comunidade de Lagoa Grande, que reúne um precioso conhecimento sobre o cultivo e uso das plantas medicinais.

A partir do encontro entre o saber popular e a Etnobotânica, catalogaram-se e identificaram-se diferentes espécies de plantas medicinais, utilizadas comumente pela Comunidade. Em seguida, o projeto foi desenvolvido com o objetivo de valorização e fortalecimento da cultura local.
Camila, bolsista de IC
da IEPS-UEFS

A pesquisa concluiu que a Farmácia Viva já é algo fortemente presente para os(as) moradores(as) da Comunidade Lagoa Grande, que delas se valem para proteger sua saúde. 

A produção da cartilha teve como objetivo transmitir os conhecimentos acerca da utilização das plantas medicinais da Comunidade Quilombola da Lagoa Grande de forma simples e didática para todos, assim divulgando ainda mais a cultura local.

Para baixar a cartilha completa, clique aqui

quarta-feira, 2 de março de 2022

As atividades presenciais do Projeto Cantinas Solidárias estão de volta!

 

Considerando os desafios do retorno às atividades presenciais no campus, a equipe da Incubadora de Iniciativas da Economia Popular e Solidária da UEFS reuniu-se hoje com as integrantes dos Grupos Sabores do Quilombo (Comunidade Quilombola de Lagoa Grande e Delícias da Formiga (Comunidade de Olhos D’Água da Formiga) para compartilhar as expectativas e desafios da volta aos trabalhos presenciais e discutir o Plano de Retomada produzido pela PROPAEE especificamente para os espaços de alimentação (RU e cantinas) do campus.

Na próxima sexta-feira, os grupos participarão, ainda, de uma formação para boas práticas na produção e comercialização de alimentos, cuidando-se dos cuidados específicos que a pandemia da Covid19 nos exige para garantia da saúde de todos/as, trabalhadoras e usuários/as dos espaços de alimentação da UEFS.

Os grupos Sabores do Quilombo e Delícias da Formiga ocupam, respectivamente, as cantinas dos módulos 1 e 7 do campus da UEFS, produzindo e comercializando alimentos. Consideradas espaços pedagógicos da IEPS-UEFS (programa de extensão e espaço de execução de projetos de pesquisa), as cantinas transformam-se, assim, em um ambientes onde, de forma simultânea, se dá geração de trabalho e renda e muito aprendizado, seja para as trabalhadoras, seja para professores/as e estudantes envolvidos/as no projeto Cantinas Solidárias. Nele desenvolve-se com os grupos atividades de formação, trocas com suas comunidades de origem, acompanhamento de suas lutas, sob a perspectivas de diferentes áreas do conhecimento (que continuaram acontecendo, de forma remota, durante a pandemia).

Este período inicial de readaptação às atividades presenciais anuncia, por certo, muitas dificuldades. Mas as trabalhadoras expressaram hoje sua animação e propósito de organização coletiva para enfrentá-las. Muitas vezes ouviram-se as palavras “saudades”, “alegria”, “vontade”  - mas, também, “preocupação”.

Esperamos contar, na acolhida dos grupos, com a colaboração e o carinho de toda comunidade universitária. Destacamos, em especial, o cumprimento das regras de higiene pessoal e coletivo (uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool 70%) e cuidado com a ocupação do espaço, mantendo-se o distanciamento e evitando-se aglomerações.

As Cantinas Sabores do Quilombo e Delícias da Formiga retornam às suas atividades no próximo dia 07 de março. Apareçam!


quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Participe do IX Novembro Negro da Lagoa Grande

 


Na esteira de uma tradição que já está na sua 9ª edição, o Novembro Negro da Comunidade Quilombola da Lagoa Grande (distrito de Maria Quitéria, Feira de Santana-BA) acontece entre os dias 18 e 20 de novembro de 2021.

Este ano o evento combinará atividades em meio virtual e presencial, com todas as precauções que a pandemia ainda exige. O evento corresponde, ainda, à Pré-jornada de Agroecologia do Território Quilombola do Distrito de Maria Quitéria, propondo-se a uma reflexão coletiva sobre temas fundamentais para a consolidação da identidade quilombola e o seu caráter constituinte de uma dinâmica territorial.

Na programação estão previstas as seguintes atividades:

 

18/11 (quinta-feira) (atividade em meio virtual)

 19h - Abertura do evento: mística, falas das entidades parceiras e palestra "Direito e Deveres dos Quilombolas

 19/11 (sexta-feira) (atividade presencial, na sede da Associação Quilombola Comunitária de Maria Quitéria - AQCOMAQ, Lagoa Grande, Maria Quitéria)

8h - Acolhida e início da Feira de Sabores e Sabores

9:20h - Roda de conversa: Territorialidade e ancestralidade - relatos e vivência do Território da Matinha e Território da Lagoa Grande

11h - Intervalo e visita à Feira

12:30h - Almoço coletivo

14h -  Ciranda infantil

          Roda de conversa: O que é ser Quilombola

15:30h Roda de conversa: Terra, Território e Água - Cartografia social e mapeamento do Território Quilombola

16:30h Caminho da Roça na área da Associação

17:30h Momento Cultural

20/11 (sábado) (atividade presencial, sede do Distrito de Maria Quitéria)

6h - Alvorada da Unificação das Comunidades


Venham conhecer a força, beleza e hospitalidade do Território Quilombola de Lagoa Grande e compartilhar reflexões e projetos de transformação e luta!



sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Despejo "privado"?: os absurdos do caso "Shopping Popular" de Feira de Santana continuam...

Esta sexta-feira se iniciou com muita tensão entre trabalhadores e trabalhadoras que hoje ocupam os boxes do chamado "Shopping Popular" de Feira de Santana. 

Após uma série de ameaças nos últimos dias, no sentido de expulsão dos boxes, eles se viram hoje diante do corte do fornecimento de energia elétrica. Os valores irreais cobrados pelo aluguel dos boxes - que desrespeitam o tipo de comércio e as circunstâncias especiais da pandemia - só são capazes de demonstrar que o empreendimento não é capaz de cumprir seu objetivo primeiro: supostamente, concessão pública municipal que se destinava a uma política pública voltada ao comércio de rua do centro de Feira de Santana.

O impasse entre o empreendimento e os trabalhadores e trabalhadoras cumula-se à timidez da Prefeitura Municipal para fazer valer a legalidade da política pública e mediar o conflito. 

Enquanto isto, uma ação judicial movida em maio pela Defensoria Pública do Estado, em nome da Associação em Defesa dos Empreendedores e Camelôs do Centro Comercial Popular, aguarda até hoje uma manifestação da 2ª Vara da Fazenda Pública de Feira de Santana, apesar da urgência que o caso envolve (ação n. 8006856-45.2021.805.0080, segundo informações obtidas junto a DPE-BA).

Nem no Brasil, nem em nenhum país civilizado, é possível "fazer justiça com as próprias mãos". As ameaças de "despejo" que vêm sofrendo os trabalhadores e trabalhadoras não estão amparadas por nenhuma ação judicial. Não há ordem judicial de despejo que possa ser cumprida legitimamente (esta conduta, aliás, é crime, segundo o art. 345 do Código Penal Brasileiro - "Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite. Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à violência.").

É hora de lembrar, ainda, da recém-promulgada Lei n. 14.216, de 07 de outubro de 2021:

Art. 2º Ficam suspensos até 31 de dezembro de 2021 os efeitos de atos ou decisões judiciais, extrajudiciais ou administrativos, editados ou proferidos desde a vigência do estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, até 1 (um) ano após o seu término, que imponham a desocupação ou a remoção forçada coletiva de imóvel privado ou público, exclusivamente urbano, que sirva de moradia ou que represente área produtiva pelo trabalho individual ou familiar.

Assim, neste momento, nem mesmo uma decisão judicial poderia impor a desocupação dos espaços que garantem a sobrevivência dos trabalhadores e trabalhadoras do "Shopping Popular"!

A equipe da Incubadora de Iniciativas da Economia Popular e Solidária da UEFS se solidariza com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, juntando-se às vozes que lhe apoia e pedem providências, sobretudo do Poder Público Municipal e do Poder Judiciário.



Fonte: Paulo José, Acorda Cidade (https://www.acordacidade.com.br/noticias/251193/apos-corte-de-energia-comerciantes-protestam-contra-cobrancas-de-taxas-no-shopping-popular.html) 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Anais do III CIEPS

No III CIEPS – Congresso Internacional de Economia Popular e Solidária e Desenvolvimento Local: colhendo ideias para adiar o fim do mundo, realizado entre os dias 24 a 26 de maio de 2021 de forma virtual,  foi nosso desejo compartilhar, a partir dos principais eixos temáticos desenvolvidos pela IEPS-UEFS, os saberes e perguntas que nos acompanham e nos instigam – de forma cada vez mais aguda, considerando, em especial, o momento crítico que vive a sociabilidade humana, para o qual, acreditamos, a pandemia da Covid-19 é apenas um dos fatores.

Recordamos, juntos(as), durante o evento, que nunca foi fácil a luta dos/as que buscam formas de inventar outros jeitos de trabalhar, produzir, viver – com ou sem pandemia. Estamos em busca de outras formas que enfrentem a lógica da mercadoria, do predomínio do valor da troca sobre o valor de uso, a arrogância com o que o ser humano vem ocupando um espaço que não é só seu. É neste sentido que Ailton Krenak, cuja sabedoria nos inspirou ao formular o tema do evento, nos lembra da necessidade de não se deixar ofuscar pela ilusória luz do “clube da humanidade”: aquele que nos fala de “desenvolvimento” e “progresso” infinitos, justificadores da exploração uns/mas dos/as outros/as e da natureza, de egoísmo, individualismo, alienação subordinante. “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”, pergunta Krenak[1].

A partir de tais premissas o III CIEPS recebeu contribuições para discussão em seis diferentes grupos de trabalho, que tangenciaram as principais temáticas que mobilizam trabalhadores/as, pesquisadores/as e extensionistas do campo de estudo da Economia Popular e Solidária. Foram efetivamente apresentados 113 de comunicações orais, relatos de experiência e. vídeo-pôsteres (dos 121 aprovados), proporcionando trocas de experiências e inspiração cheios de energia e, muitas vezes, emoção, além dos textos que compõem estes Anais.

Durante o evento, nas discussões desenvolvidas tanto nos espaços em formato acadêmico, quanto nos ambientes de diálogos e manifestações livres e informais, nos reunimos com mais de 700 inscritos, de todos os estados do país e mais 11 países da América Latina, Europa e África.

Os registros das sessões dos Grupos de Trabalho estão acessíveis, hoje, no canal da IEPS-UEFS no Youtube (https://www.youtube.com/channel/UCuGJ1qQAuO90zehzipXC5GA/videos), reverberando no tempo aqueles momentos tão significativos.

Agora, damos publicidade aos Anais do Evento, um belo conjunto de experiências e reflexões, que torcemos possam contribuir nas lutas por um outro modo de trabalhar e produzir, mais justo, solidário e respeitoso da Vida e do Bem Viver. Ele pode ser acessado aqui e está disponível permanentemente na página de Publicações deste blog.

Agradecemos a sua mais ampla divulgação!


 



[1] KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019 (e-book).


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

 

Cartilha: Boas práticas na manipulação de alimentos em tempos de COVID-19



"Esta Cartilha foi elaborada pelo projeto de extensão intitulado "Boas Práticas de Cuidado e Manipulação de Alimentos por Feirantes no Contexto da Pandemia da COVID - 19 em Feira de Santana - Ba, vinculado ao Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o cuidar/Cuidado (NUPEC), ligado ao Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Feira de Santana com o apoio da Pró - Reitoria de Extensão (PROEX)".

Boa Leitura!




Cartilha completa no link:https://drive.google.com/file/d/17ZHICFqWMw20gW9GFYw6K9fclc_lGqmx/view?usp=sharing